sexta-feira, 22 de abril de 2011

Isto é uma relação de amor e ódio


Um breve olhar sobre o que se convencionou chamar de evolução da humanidade mostrará que, desde o homem primitivo até os nossos dias, ocorreu uma vertiginosa e fulminante aceleração do processo de desenvolvimento mundial. Essa mudança exige intensificação das relações humanas, aumento de atividade e necessidade de novos conhecimentos, como acesso a internet, operar painel de telefone celulare, operar caixa eletrônico nos bancos, etc.

Em face das necessidades do mundo atual, o homem tem se esforçado para melhor se adaptar a seus semelhantes, buscando amenizar conflitos e antagonismos e favorecer a participação, a colaboração e a cooperação entre os povos.

Para melhor corresponder aos imperativos do momento e compreender a vida em sociedade, o homem precisa, basicamente, de reflexão e planejamento. Pela reflexão ele desenvolve níveis cada vez mais aprimorados de discernimento, compreensão e julgamento da realidade, favorecendo a conduta inteligente em situações novas de vida. Pelo planejamento ele se organiza e disciplina suas ações partindo sempre para realizações mais complexas e requintadas.

A globalização enfatiza o pensamento reflexivo sobre o ato de planejar exigindo que professores e escolas estejam sempre atentos às mudanças para que possam redirecionar e redimensionar a ação educadora para a formação do cidadão orientada pelas diretrizes globais materializadas na volatilidade do capital que com o seu poder sobre a necessidade do lucro vai e volta para e de onde lhe for mais conveniente, isso nos remete para a necessidade de formar cidadoas e mão-de-obra para a grande disputa nesse impiedoso mercado de trabalho, além de que, será um grande erro pensar a globalização da economia e da produção dissociadas da globalização do conhecimento.

A Instituição Escola caminha a passos lentos em relação a essas questões, pois enquanto outras instituições produtoras de bens e serviços avançam rumo ao desenvolvimento tecnológico, esta ainda se debate em busca de instrumentos obsoletos para dar suporte ao trabalho de produção do conhecimento no seu interior. A maioria das escolas não possui sequer uma biblioteca e, quando existe, parece, mais um amontoado de livros velhos em espaço inadequado para a construção do saber. A maioria delas ainda se encontra reproduzindo material didático em mimeógrafo a álcool enquanto a tecnologia avança nas outras áreas de produção.

A Informática tem se apresentado como um instrumento tecnológico de grande significado e significante no apoio ao ato pedagógico e, a Escola reconhece que a exploração racional dos recursos tecnológicos representa um grande avanço no processo de combate ao analfabetismo digital podendo contribuir significativamente para a consecução dos objetivos e metas do Plano Nacional de Educação oportunizando aos alunos o contato imediato com a tecnologia de Informática e, assim, melhorar a qualidade dos serviços prestados pela Escola.

Mas se a Escola reconhece isso, os políticos não. Claro que eu sei que haverá sempre alguém para dizer, “há ... já vai querer colocar a culpa nos políticos”. Então vejam: a inclusão digital, a informática educativa, a informatização dos sistemas e muitos outros conceitos foram incorporados aos discursos dos políticos sem que eles tenham, sequer, a compreensão dos seus significados, mas sabem cobrar resultados que necessitam da utilização plena e correta desses conceitos. Há alguns anos, não faz muito tempo, a Assembleia Legislativa aprovou uma lei criando a Disciplina Informática Educativa e instituiu os LIEDs – Laboratórios de Informática Educativa, nas escolas, o governador – da época – sancionou-a, mas não houve preocupação em construí-los para que se pudessemos ministrar a Disciplina. Ora, a partir daí, todas as escolas da Rede de Educação Básica deveriam ser dotadas de LIED e assim ministrar a Disciplina, mas isso não aconteceu. As escolas ficam sem o apoio tecnológico, mas com a responsabilidade de formar cidadãos e mão de obra para abastecer este famigerado mercado tecnológico.

À luz do meu entendimento, é de uma irresponsabilidade muito grande aprovar leis sabendo que não há recursos e que não se vai destiná-los para a sua implementação.

Olhem aí, senhores políticos, o que vocês estão fazendo.


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