quinta-feira, 19 de maio de 2011

Cadê a boa vontade

Penso que a Igreja Católica mudou a oração "Gloria a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade" para "Gloria a Deus nas altura e paz na terra aos homens por Ele amados" porque estava realmente dificil encontras pessoas de "boa vontade"

terça-feira, 17 de maio de 2011

O que eu tenho pra dar depende de quem quer receber.

A história da humanidade pode ser identificada com o processo de humanização, onde as narrativas históricas são um conjunto de documentários parciais dos esforços dos homens na busca da plenitude dessa humanidade. Erros e acertos, avanços e recuos fazem parte desse processo sem que nunca se tenha claramente alcançado definir os valores que determinem com segurança aquilo que constitui o significado absoluto de humanização.
O homem contemporâneo continua perguntando-se pelo significado de ser humano ou de ser mais humano, principalmente, em decorrência do “fenômeno” da Globalização e dos avanços tecnológicos, nos quais o homem passou apensar mais em si, esquecendo do outro. Portanto, a perseguição da plenitude do “humano” no homem continua sendo o grande sonho de cada indivíduo e de toda humanidade, ainda que os caminhos percorridos sejam tão desencontrados e muitas vezes contraditórios.

A estaca zero de todos os caminhos de humanização, certamente, encontra-se no encontro do homem consigo mesmo e na valorização do semelhante. Um encontro com o seu passado histórico, com suas origens, com seus valores culturais, com suas utopias.

A ideia do retorno para esse encontro deve ser entendida, não como a restauração do passado, mas como a possibilidade de recuperar e restaurar ideias perdidas, para corrigir desvios de rota e redefinir os caminhos que conduzem à plenitude da existência humana. O retorno não é tanto para ver o que o homem fez, mas para encontrar as fontes de inspiração e de energia que o levam a projetar e criar um mundo para si mesmo.

Neste momento o que se está perseguindo, não é a construção imaginaria das sociedades, mas o alcance da força primordial que motivou o imaginário humano a desenhar uma ordem social na qual ele sonhou com a plenitude do seu modo de ser e que a racionalidade tornou-se a única maneira respeitada das manifestações do homem. Assim, promover a interação significativa do educando com os conhecimentos científicos tornou-se primordial, uma vez que se percebeu que serão esses os saberes efetivados pela sociedade, na qual, a inferência dos sentidos e a compreensão se tornarão fatos quando o educador pensar o ato educativo como uma instância prazerosa. Ao contrario do que se pensava, apropriar-se dessas competências não constitui fato trivial, requer intencionalidade, comprometimento e sistematização adequada, enfim, uma práxis efetiva.

Nesse pensar de novo homem, de ser humano, de humanidade, de formar na perspectiva de cidadania a Escola deve revisar o seu fazer pedagógico, promovendo um trabalho mais coeso, que pense e veja os alunos e alunas como seres humanos e não apenas homens e mulheres em processo de formação. Formação que precisa tanto dos aspectos científicos quanto dos afetivos. Mas afetividade não se fabrica numa linha de produção, ela é cultivada numa relação paterno-fraternal no seio da família e durante o processo de amadurecimento do ser humano. Ao se falar de afetividade, algumas pessoas pensam que ela é uma “via de mão única”, mas não ela é uma “via de mão dupla”, por isso é necessário que a pessoa queira ser afetada pelo carinho, pelo toque e participação de outras pessoas em sua vida.

sábado, 14 de maio de 2011

Como a Escola é uma Instituição Social, o fracasso é da Sociedade não da Escola


É de conhecimento de todos que precisamos melhorar a qualidade da educação no Brasil. Todos os medidores de índice mostram o baixo rendimento dos educandos nas escolas públicas de todo o país. Em todas as áreas pipocam críticas aos professores – algumas levianas – como se sobre eles recaísse toda a responsabilidade por esse fracasso. Advogados, juízes, promotores, jornalistas, e quaisquer pessoas que se sintam no direito de cometer um erro, quando não sabem onde fazê-lo, procuram a Educação e dessem o “cepo” na Escola e nos professores, mesmo que da “missa não saibam um terço”, só não consigo compreender por que não conseguem abrir suas mentes e dirigir suas críticas nefastas e sombrias para o tratamento que o poder público dá para o ensino público brasileiro. Discursos demagógicos preenchem o ideário dos políticos em todo o país, salários defasados e escolas sucateadas; Estados não municipalizam o Ensino Fundamental para não perderem recursos das cotas do FUNDEB; deixam a míngua o Ensino Médio que é da sua responsabilidade e investem no Ensino Superior que é da responsabilidade da União, isso cria um ciclo vicioso: o sucateamento das escolas do Ensino Fundamental e Médio com péssimas condições de acesso e de permanência, compromete a formação básica do jovem que chegará à Universidade com deficiências gravíssimas na formação básica, mas é este mesmo acadêmico com formação básica deficiente que, em quatro anos, voltará para as escolas para formar futuras gerações com deficiências na formação básica para ingressar na Universidade. Esse círculo vicioso está instalado e consolidado no Sistema Público de Ensino Brasileiro apoiado no que alguns já chamam de “pacto da mediocridade”: o professor finge que ensina, o aluno finge que aprende, o governo finge que paga e a sociedade finge que aceita. Agora eu lhes pergunto: por que é só o professor que tem que carregar esse pesado fardo?
No dia 06 de abril de 2009, quando da apresentação do Jornal Hoje, da Rede Globo, Sandra Anhemberg e Evaristo Costa, ao apresentarem uma matéria sobre o uso de aparelhos eletrônicos na sala de aula, Evaristo disse que na época dele na escola aquilo era uma falta de respeito com o professor. Ora se o Evaristo Costa e seus colegas de sala de aula pensavam assim, eles estavam em consonância com a minha época, mas em desacordo com o que pensam os alunos de hoje. A principal característica dos alunos de hoje – no Ensino Médio – é a recusa ao ato educativo. Você consegue pensar quão difícil é educar alguém que não quer ser educado? No Ensino Fundamental o maior problema é a falta de acompanhamento dos pais, pois eles pensam que como já que deixaram os filhos na escola, a responsabilidade é exclusivamente dela. Mas esse não é o nosso principal problema. O principal problema é de onde advém isso. Naqueles tempos do Evaristo a função do professor era oferecer a educação escolar, a educação familiar vinha de casa, hoje o professor tem que assumir a paternidade dos alunos porque os pais precisam sair de casa para trabalhar e isso é culpa da sociedade que, com um discurso sobre o crescimento do bolo para depois distribuí-lo, cuidou apenas de fazê-lo crescer, mas na hora de distribuir abandonou os que contribuíram com o que de mais precioso têm: a sua força de trabalho. É esse contribuinte que constituiu na mais profunda humildade da sua pobreza, uma família que ora vê-la desestruturada, abandonada na periferia, sem os benefícios do bolo construído.
Visitem-nos sempre.
Vez em quando haverá tempo para postar críticas como esta.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Esta é para os Governantes

"Estando os principes desejosos de dar exemplo da virtude ilustre em seu reino, começaram por bem ordenar seus próprios Estados. Desejando ordenar bem seus Estados ordenaram primeiro suas famílias. Desejando ordenar suas famílias, cultivaram antes suas pessoas. Desejando cultivar suas pessoas, corrigiram seus corações. Desejando corrigir seus corações, primeiro trataram de ser sinceros em seus pensamentos. Desejando ser sinceros em seus pensamentos, primeiro ampliaram ao máximo o seu conhecimento. Sendo completo seu conhecimento, seus pensamentos foram sinceros. Sinceros que foram seus pensamentos, seus corações corrigiram-se. Corrigidos seus corações, suas pessoas foram cultivadas. Cultivadas que foram suas pessoas, ordenaram-se-lhes as famílias. Ordenadas suas famílias, foram justamente ordenados seus Estados."
Confucio