A história da humanidade pode ser identificada com o processo de humanização, onde as narrativas históricas são um conjunto de documentários parciais dos esforços dos homens na busca da plenitude dessa humanidade. Erros e acertos, avanços e recuos fazem parte desse processo sem que nunca se tenha claramente alcançado definir os valores que determinem com segurança aquilo que constitui o significado absoluto de humanização.
O homem contemporâneo continua perguntando-se pelo significado de ser humano ou de ser mais humano, principalmente, em decorrência do “fenômeno” da Globalização e dos avanços tecnológicos, nos quais o homem passou apensar mais em si, esquecendo do outro. Portanto, a perseguição da plenitude do “humano” no homem continua sendo o grande sonho de cada indivíduo e de toda humanidade, ainda que os caminhos percorridos sejam tão desencontrados e muitas vezes contraditórios.
A estaca zero de todos os caminhos de humanização, certamente, encontra-se no encontro do homem consigo mesmo e na valorização do semelhante. Um encontro com o seu passado histórico, com suas origens, com seus valores culturais, com suas utopias.
A ideia do retorno para esse encontro deve ser entendida, não como a restauração do passado, mas como a possibilidade de recuperar e restaurar ideias perdidas, para corrigir desvios de rota e redefinir os caminhos que conduzem à plenitude da existência humana. O retorno não é tanto para ver o que o homem fez, mas para encontrar as fontes de inspiração e de energia que o levam a projetar e criar um mundo para si mesmo.
Neste momento o que se está perseguindo, não é a construção imaginaria das sociedades, mas o alcance da força primordial que motivou o imaginário humano a desenhar uma ordem social na qual ele sonhou com a plenitude do seu modo de ser e que a racionalidade tornou-se a única maneira respeitada das manifestações do homem. Assim, promover a interação significativa do educando com os conhecimentos científicos tornou-se primordial, uma vez que se percebeu que serão esses os saberes efetivados pela sociedade, na qual, a inferência dos sentidos e a compreensão se tornarão fatos quando o educador pensar o ato educativo como uma instância prazerosa. Ao contrario do que se pensava, apropriar-se dessas competências não constitui fato trivial, requer intencionalidade, comprometimento e sistematização adequada, enfim, uma práxis efetiva.
Nesse pensar de novo homem, de ser humano, de humanidade, de formar na perspectiva de cidadania a Escola deve revisar o seu fazer pedagógico, promovendo um trabalho mais coeso, que pense e veja os alunos e alunas como seres humanos e não apenas homens e mulheres em processo de formação. Formação que precisa tanto dos aspectos científicos quanto dos afetivos. Mas afetividade não se fabrica numa linha de produção, ela é cultivada numa relação paterno-fraternal no seio da família e durante o processo de amadurecimento do ser humano. Ao se falar de afetividade, algumas pessoas pensam que ela é uma “via de mão única”, mas não ela é uma “via de mão dupla”, por isso é necessário que a pessoa queira ser afetada pelo carinho, pelo toque e participação de outras pessoas em sua vida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário